[Resenha] O Conto da Aia

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Oi Pessoal!




O Conto da Aia foi escrito por Margaret Atwood e se passa num futuro distópico, nos Estados Unidos no qual a constituição foi rasgada, o presidente foi morto juntamente com todo o Congresso  e todas as mulheres deserdadas,ou seja, todas as mulheres perderam o direito de possuírem e administrarem seu próprio dinheiro e de trabalharem. Esse novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred, personagem que narra essa estória, por isso sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família.

 Offred explica ao leitor como esse golpe que se sucedeu transformou os Estados Unidos na República de Gilead e o modo como mulheres foram separadas em "cargos". Ela sendo uma aia, tinha a função de se reproduzir por isso o nome Offred que significa "Do Fred", nome do homem do qual ela servia. 


Além das Aias temos as Marthas, que são mulheres mais velhas encarregadas de cuidar da casa, as Esposas, mulheres de classe mais alta que por algum motivo não explicito no livro, perderam suas capacidades reprodutivas e são obrigadas a criar os filhos das aias e as Salvadoras, que ensinam como as mulheres devem se comportar dentro desse novo regime que tem base na Bíblia .

(Trecho da série The Handmaid’s Tale, que foi baseada no livro O Conto da Aia)


Todas as mulheres foram obrigadas a deixar seus nomes antigos e substitui-los pelo nome de suas funções, o governo autoritário não permite desvios e pune e em casos extremos enforca  quem eles consideram traidores como mulheres que tiveram acesso a livros ou qualquer outro tipo de conhecimento, traidores por falsidade de gênero e homens que foram, de alguma forma, contra o sistema, além de enviar as quem consideram Não mulheres para colônias onde são abandonadas de maneira precária.

Eu simplesmente adorei o modo como a autora "cutuca" a sociedade atual abordando assuntos como aborto em vários momentos, pois nessa realidade mulheres não podem abortar de maneira nenhuma, afinal, são vistas descaradamente como incubadoras humanas. 

"Somos úteros de duas pernas, isso é tudo: receptáculos sagrados, cálices ambulantes."

É óbvio que ela cutuca os privilégios masculinos sociais de diversas maneiras como pode ser visto num dos trechos da obra:

"Se acontecer de você ser homem, em qualquer tempo no futuro, e tiver chegado até aqui, por favor lembre-se: você nunca será submetido à tentação de sentir que tem de perdoar um homem, como uma mulher. É difícil de resistir, creia-me. Mas lembre-se de que o perdão também é um poder. Suplicar por ele é um poder, e recusá-lo ou concedê-lo é um poder, talvez de todos o maior."

Apesar de parecer, a  autora do livro não considera a estoria  como sendo uma distopia mas sim um romance baseado em Ciência Social e que isso pode realmente vir a acontecer. E esse livro só prova como nossa luta feminista pela emancipação de mulheres é urgente e necessária, mostra como o machismo tem efeitos drásticos nas vidas de todas as mulheres sem exceção. 

Recentemente o livro foi transformado em série pela Hulu, um site parecido com a Netflix mas que ainda não chegou no Brasil e vale a pena ser assistida tanto como o livro ser lido, ambos ainda serão citado em muitos textos e resenhas desse blog.

Adquira o livro através deste link e siga o blog e as redes sociais, Facebook, Twitter, Instagram, obrigada.



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