How to Get Away With Murder e o que significa se sentir representado

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Não faz muito tempo terminei a terceira temporada da série How To Get Away With Murder. Criada por Peter Nowalk e produzida por Shonda Rhimes ( mesma produtora de Grey’s Anatomy , Scandal e Private Practice) a série é um thriller de suspense sobre um grupo de ambiciosos estudantes de Direito e sua brilhante e misteriosa professora de defesa criminal, Annalise Keating (Viola Davis) que se envolvem em uma trama de assassinato que vai agitar toda a universidade e mudar o curso de suas vidas.
 Ao finalizar a temporada  não pude evitar um fluxo de pensamentos que me fizeram perceber que essa série não é boa apenas por possuir um bom enredo e bons personagens, mas também por representar minorias de maneira em que elas possam contar suas própria histórias.

A própria personagem interpretada por Viola Davis quebra muitas barreiras, afinal, além de ser mulher é negra e ocupa um posto importante numa universidade conceitual na qual leciona direito. Desde o inicio a série mostra que ,apesar de estar "no topo" Annalise Keating não deixa de ser obrigada a entrar em certos padrões: ela dá suas aulas usando uma peruca de cabelos lisos além de usar  maquiagens, mostrando claramente como seu cabelo crespo 4c (entenda esse e outros tipos de cabelo aqui) não é aceito socialmente.


A personagem de Viola Davis sofre com o colorismo e por não estar nos padrões globais de beleza assim como várias outras mulheres/meninas negras  e eu sendo uma garota negra assistindo essa série me senti particularmente  muuuito representada ,principalmente com a cena acima em que ela tira todas essas m"mascaras sociais". A série não trouxe apenas um rosto de uma mulher negra mas trouxe o mais importante: A experiência de ser uma mulher negra que lida com uma sociedade em que o racismo e o machismo são estruturais.


A diversidade  vai além: O grupo de Keating é composto por mais duas mulheres, a latina Laurel Castillo e mais uma negra, Michaela Pratt, além de Wes Gibbins, também negro, e Connor Walsh, homossexual.(formação igualitária entre mulheres e homens tendo três mulheres e três homens)

É fato que existe um  certo apagamento bissexual na série, já que a própria Annalise já demonstrou sentir atração tando por homens quanto por mulheres sem nunca dizer ser bi além de o personagem que está noivo da Michaela na primeira temporada ser constantemente chamado de "gay confuso" por já ter se relacionado com homens antes de seu noivado (isso pode ser interpretado de várias formas mas o personagem era claramente bissexual)

Também temos o casal Connor e Oliver, que, apesar de estarem mais para GGGG do que para LGBT trazem algumas questões relacionadas a comunidade gay e fazem um papel importante no quesito representatividade afinal, eles são um casal homossexual sério e bem construído.



Sabemos que muito disso se deve ao fato de a série ser produzida por Shonda Rimes, que faz parte de uma minoria e que a maioria das grandes produções são feitas,em sua maioria, por homens,brancos e heterossexuais. Por isso é necessário que nós,que fazemos parte de minorias ocupemos esses espaços e contemos nossa própria historia. É claro que pessoas que não fazem parte desses grupos também podem nos representar, mas para isso exige-se um trabalho de pesquisa e empatia, coisa que é muito raro de ser visto.



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