[Resenha] Americanah, a "síndrome do vira-lata" e o racismo.

12:00

Olá meus queridos (as), tudo bem? O post de hoje é sobre esse livro maravilhoso, além de ter uma discussão sobre os assuntos que ele trata, mais ou menos como eu fiz na resenha de Os 13 porquês (pode ser vista clicando aqui) .
O livro é escrito pela Chimamanda Ngozi Adichie, a mesma escritora de Meio Sol Amarelo e Sejamos Todos Feministas, ambos já falados aqui no blog.
Basicamente,o livro gira em torno do românce de Ifemelu e Obinze,personagens que se conhecem na adolescência mas são obrigados a se separar, mas é claro que a estória não se resme nisto.
  Ifemelu é uma mulher que mora nos EUA mas têm planos de deixar essa vida para trás e voltar para a Nigéria, sua terra natal,o que gera questionamentos de muitos,pois a mesma está tendo muito sucesso com seu blog que aborda o racismo americano,de maneira sutil, com trechos muito bacanas, como por exemplo:"Não era nem para o racismo ter começado e vocês não merecem um doce cada vez que regrede", uma crítica a "comemoração" que a sociedade faz quando as estatísticas diminuem um pouco e em muitos momentos me identifiquei com os posts dela,pois algo semelhante acontece no Brasil,por exemplo quando etnia vira piada, o que é dito no trecho "Será que a gente pode banir as perucas afro no Halloween? O afro não é um fantasia,pelo amor de Deus" , aqui,por exemplo, acontece muito quando pessoas usam expressões como "não sou sua negas" e outras "piadinhas inocentes" 
A adolescência  de Ifemelu na Nigéria também é narrada , a partir da parte dois do livro,onde a autora nos mostra o abuso das Igrejas, o machismo intrincado na sociedade e a "Síndrome do vira-lata" que os personagens mantinham, sempre enfatizando o exterior como um lugar melhor a seu próprio país. Isso faz vocês lembrarem de algum outro país?
O personagem Obinze também ganha momentos de narração, descrevendo a difícil vida de um estrangeiro, em como todas suas ideias sobre o "exterior" caíram por terra e expondo práticas como casamentos arranjados para a permanência no país.
O desfecho  também é ótimo, e o mais legal é que a atriz Lupita Nyong'o (para quem não lembra é a atriz que ganhou o Oscar com o filme 12 anos de escravidão) comprou os direitos do livro, e logo um livro que entrou fácil para meus preferidos vai virar filme!
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